segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As cidades, sua gente e seus recomeços

Começou a chover, e nós, mortais, acostumados com o abafado da metrópole, cinza e quente, começamos a contemplar a tal chuva. Ela foi aumentando, aumentando e nem nos dávamos conta aonde ela iria chegar. Queríamos apenas que ela refrescasse ou fizesse a poeria baixar, só isso, pronto, está ótimo!
Mas ela queria mais, queria inundar nossos corações, para podermos entender que não é a natureza a causadora das grandes mudanças ou em alguns casos, grandes catástrofes. É o homem..

Produzindo mais carros e poluindo a atmosfera, afinal, o progresso está aí, e não podemos parar a máquina da evolução econômica, ou seria evolução humana? Mas que evolução é essa, que exclui seus atores?

Deixamos de perceber o simples e começamos a olhar para o futuro com uma paralisia cerebral desconhecida ou cega. O homem não pensa no que acontece a sua volta, mas planeja o futuro como se não tivesse que enfrentar o presente. O presente e suas consequências! 



E aonde iremos chegar? Para qual direção devemos seguir? ou simplesmente, porque?
Nada de planejamento, nem de precaução, nada de pensar no pior ou nos problemas que poderemos enfrentar no futuro, caso nossas atitudes sejam levianas e incompetentes, afinal, vivemos assim até hoje e não vai ser agora que as coisas vão piorar. E o mundo, viveu até agora com esses homens tomando decisões "equivocadas" e "corporativas", cheias de interesses. E ai de alguém que se levantar contra isso, apontando os problemas ou querendo mudar o rumo da prosa.

A chuva causa estragos, derruba pontes, invade comércios, destrói lares, famílias e sonhos. E quando percebemos já é tarde demais e tudo se foi. O que demorou anos e anos construindo, a "chuva" levou em instantes. "Chuva maldita", "chuva insensível", "chuva burguesa", que leva o pouco que foi conquistado, por quem tinha tão pouco a levar consigo. Deixando na mão, que tinha apenas os braços para carregar o que sobrou. E assim, mais um vez, vamos ter que começar tudo novamente, afinal, somos um povo guerreiro, que crescemos nas adversidades e estamos sempre prontos a recomeçar. 

De onde será que vem essa afirmação? Será que Eike Batista, Antônio Ermírio ou Abílio Diniz recomeçaram várias vezes suas vidas? Estilhaçadas pela falta de planejamento ou de bom senso ou simplesmente falta de competência de alguém? Não, certamente, não! Nesse mundo, quem paga sempre o pato é o pobre. Aquele que precisa se reinventar cada vez que alguém do poder ou da elite toma uma decisão errada e inconsequente.



Aquele que muda de lugar, que buscar o melhor para os seus, que vai atrás do incerto, sonhando com o dia em que seu filho possa viver sem medo de viver, ou em ter que encarar o que ninguém sabe bem o que é.
O simples é suficiente, quando junto vem a paz e a benção de estar entre aqueles que amamos. 

Vamos deixando de lado valores importantes e a cada dia percebemos que o "Eu" está acima do "Nós", ou que "Eu posso" é maior e melhor do que "Nós podemos". 
E esquecemos da frase "Nenhum de nós é tão bom quanto todos nós juntos". E vem as frustrações, inseguranças da vida jovem e adulta e nos deparamos com o tal do "Bullying", que não é tão novo assim, mas voltou a moda e ganhou status de problemas da juventude do século XXI. 

E nos importamos? Procuramos uma solução, ou nos contentamos com o "é o que tem pra hoje" ? 

E não cuidamos das ruas, e não cuidamos das escolas, e não cuidamos da saúde, e não cuidamos dos córregos, e não cuidamos da segurança, e não cuidamos dos transportes, e não cuidamos dos idosos, e não cuidamos das crianças, e não pensamos no futuro de ninguém e no final, não cuidamos de nós mesmos. E Eles, não irão cuidar!! 

Poder, poder e só pelo poder! 
Até quando ?
Responda você!  





quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lula x FHC - Parte 2

(Parte 1) ..Naquele momento a vida havia se tornado melhor para a classe trabalhadora que com a estabilidade e controle da inflação, podia planejar melhor seus investimentos e controlar suas despesas sem surpresas. Claro que muitas questões ainda precisavam ser levantadas e corrigidas e irei detalhar melhor essas questões nas partes 2 e 3. 


Parte 2 

Após a estabilização econômica e o controle da inflação, o governo FHC começou a movimentar outras áreas importantes e urgentes da sua gestão, como saúde, educação, reformas do estado e administrativa e da previdência. Este último acabou sendo deixado de lado e não foi concluído sequer 20% do que era planejado. 

Na Saúde desenvolveu ações importantes, como o mutirão da saúde, que levava medicamentos e assistência as comunidades mas carentes e distantes dos grandes centros, mas que foi criticado por não atender nem 30% da população necessitada. Outro ponto importante e determinante para a aprovação do governo, foi o combate a Aids e a quebra das patentes dos medicamentos. A popularização dos genéricos, como ficou conhecido, mudou o rumo das comercializações e monopólios das indústrias farmacêuticas no Brasil, gerando inclusive, um mal estar entre Brasil e Estados Unidos na época. 

Na Educação criou o FUNDEF (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental), que no governo Lula seria ampliado e rebatizado com o nome FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), com sua vigência programada até 2019.
Esse fundo tinha como objetivo destinar recursos para o ensino fundamental e sua vigência seria até 2006, quando o FUNDEB foi implantado. O presidente Lula não só implantou, como conseguiu ampliar os valores que seriam destinados, aumentando os investimentos na educação básica. Com isso, além do investimento nos alunos, os professores também ganhariam, uma vez que o governo melhorou a distribuição dos recursos e os municípios passaram a capacitar os professores de forma continua. 

Na Reforma Administrativa e do Estado, o governo FHC "bateu de frente" com o funcionalismo público, de maneira que os salários foram congelados, pois o governo precisa aumentar o controle dos gastos, pois caso contrário o fantasma da inflação poderia voltar e comprometer todo o trabalho. Luis Carlos Bresser Pereira era o ministro responsável por fazer as mudanças necessárias e acabou esbarrando nos interesses dos agricultores e dos industriais. Era difícil mexer num sistema que estava operante desde os meados da década de 60 e que trazia benefícios e "privilégios" para alguns setores.

FHC sabia que se não tivesse sucesso nas reformas, dificilmente venceria outros desafios do seu plano de governo. Seu objetivo central seria reformar um governo burocrático e insatisfatório diante das novas exigências, o que provocava uma combinação perversa entre serviços de baixa qualidade e alto custo. Era necessário, portanto, uma reforma gerencial que trouxesse à Administração Pública maior flexibilidade, agilidade, eficácia e eficiência. 
"É importante destacar que, durante a década de 1980 e o início dos anos de 1990, o estado brasileiro veio perdendo progressivamente sua capacidade em promover o desenvolvimento econômico e social por uma série de fatores, como instabilidade econômica, alta inflação e descontrole do gasto público"(Bolívar Lamounier e Rubens Figueiredo).

Nessa área, o presidente Lula fez mudanças pouco eficientes, inclusive aumentou os gastos e os benefícios com o funcionalismo público, comprometendo o crescimento do PIB e reduzindo os investimentos de infraestrutura. Investimentos que só seriam retomados com a implantação do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) em 2007. 

De maneira geral os dois governos ampliaram o debate sobre as questões Econômico/Social, mas é inegável que o governo Lula, teve mais subsídios para investir melhor nas prioridades, já que não precisava fazer ajustes fiscais tão frequentes como no "pós estabilização econômica e controle inflacionário". Seu governo investiu bilhões no intuito de corrigir as desigualdades e melhorar a vida da população pobre e esquecida por governos anteriores. Os programas de governo que visavam incluir as classes C e D no mundo do consumo, tinha planos bem traçados, porém pouco efetivos num primeiro momento, pois era preciso vincular os recebimentos de maneira eficiente e transparente. Foi muito criticado por conservadores e por membros da sociedade civil que afirmavam que o plano era assistencialista e eleitoreiro. Em alguns casos poderia ser, mas ninguém na história desse país investiu tanto e melhorou de maneira substancial a vida de milhões. 

Muitas coisas ainda estavam por vir e os questionamentos sobre os pontos positivos e negativos dos dois governos foram ampliados em vários debates da sociedade civil, seja na internet, universidades ou encontros sindicais. O importante é que tanto FHC quanto Luis Inácio deram uma contribuição importante ao desenvolvimento econômico e social nesse país e outros pontos ainda serão abordados. Aguardem a parte 3.

Um abraço,







segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O Papel do Professor

Uma pergunta que sempre ficou "grampeada" em minha cabeça. Qual é exatamente o papel do professor? 

Para o psicólogo russo, Lev S. Vygotsky, as palavras partilhadas socialmente seguem uma trajetória na formação intelectual das crianças no sentido de constituírem conceitos. Esse pensador tinha como centro, a necessidade de formar a  cidadania e criar responsabilidade social nas crianças desde pequenas. 
Vygostsky é um pensador interacionista como Piaget e sua questão central é a aquisição de conhecimentos pela interação do sujeito com o meio. Por isso ele é chamado de sociointeracionista, e não apenas de interacionista, como Piaget. 

Organizando internamente as experiências que recebe do meio, o indivíduo lhes atribuirá novos significados, negociando suas próprias interpretações com as dos outros. Dessa forma, ele permite entender melhor o meio social e reinterpretar os valores, as idéias e os conflitos que foram constituídos histórica e socialmente.
Todo esse processo de reconstrução do mundo por meio da apropriação dos conceitos aprendidos socialmente inicia-se nos primeiros anos de vida. A criança recontrói internamente as atividades externas que realiza com outras pessoas e objetos. Mas porque tudo isso? 

O papel do professor ganha grande importância, não apenas em reproduzir conteúdos, mas principalmente em articular e mediar conceitos espontâneos da criança e conceitos científicos. Todas essas experiências auxiliarão no desenvolvimento do aluno e facilitarão o conhecimento da realidade fisica e social. 
A mediação do professor permitirá que os alunos saiam do plano do conhecimento informal que já trazem consigo para a escola e cheguem ao conhecimento formal, resultado das negociações e sistematizações feitas em classe. 

Hoje, o professor se tornou um agente do conhecimento, mas não necessáriamente um reprodutor de informações e sim um gestor, que além de conhecimento técnico precisa entender o todo, os alunos e suas necessidades, as famílias e suas frustrações, afim de minimizar em sala de aula os efeitos causados pela vida externa, ou seja, fora da escola. É um desafio e tanto, numa sociedade que cobra resultados imediatos e aonde a família está cada vez mais distantes das suas obrigações. O professor absorveu, por uma necessidade da nova vida cotidiana, uma tarefa árdua e perigosa, num mundo onde as responsabilidades foram passadas todas para a escola.



Devemos apoiar ou criticar?  No mínimo devemos conhecer o trabalho desses profissionais, ao invés de pensar que só reclamam de salários ou que são meros "coitados". Penso que o pouco de ética que ainda existe no mercado, é fruto da dedicação de profissionais como esses GRANDES PROFESSORES!



Vamos a luta, o desafio é enorme! 
Parabéns Mestres..

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Lula x FHC - Parte 1

Começo esse texto fazendo uma pergunta objetiva. Quem foi melhor, Lula ou FHC?

Em 3 partes irei expor as participações políticas e suas realizações, sem a intenção de denegrir a imagem de nenhum dos dois. Tanto Fernando Henrique quanto Luiz Inácio, tiveram grande importância no cenário político brasileiro e certamente cometeram erros e acertos. 

O Início

Acompanho política desde os meus 15 anos, quando Fernando Collor de Melo disputava com Luiz Inácio Lula da Silva a vaga ao posto de presidente da república. Estava começando a me interessar por um assunto tão complexo naquela época. Mas vamos voltar um pouco no tempo.

José Sarney era o presidente anterior, que ficou conhecido por tentar implementar programas de pouca eficiência, como a criação da Sunab e seus famosos fiscais, que tinham a função de "fiscalizar" os abusos praticados pelo comércio em geral. Numa época onde a inflação atingia números astronômicos, em torno de 350% ao ano, todas as tentativas acabavam fracassando por várias razões. Do ponto de vista econômico, o governo Sarney foi bastante conturbado. Herdeiro dos problemas gerados pelo modelo de desenvolvimento econômico estabelecido durante o regime militar e agravado pelas sucessivas crises internacionais, o governo elaborou vários planos para combater a inflação e estabilizar a economia. Sem a estabilização, nada adiantaria, já que os altos juros, engoliam os salários e o poder de compra dos trabalhadores era zero. 



Veio então a era Collor, sem muito sucesso nessa área, pois a inflação não parava de crescer, chegando em 1989 (805% ano), 1990 (1689,87% ano), 1991 (458,38% ano) e 1992, em seu último ano de mandato, pois sofreria o impeachment, a inflação ficou em (1174,67% ano). Era preciso fazer algo urgente!

Assim que o vice presidente Itamar Franco assumiu no lugar de Fernando Collor, realizou algumas mudanças em seus ministérios. Uma delas aconteceu em maio de 1993, quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a pasta da fazenda e ficou encarregado de resolver essa "bucha" que se arrastava por décadas. 
Nesse período, começou a implantar o Plano Real, que foi dividido em três etapas, sendo as duas primeiras implantadas enquanto era ministro. Resumidamente falando, a primeira etapa foi controlar os gastos públicos, na segunda criou a URV - Unidade Real de Valor, já prevendo sua posterior transformação no real, uma jogada de mestre. Venceu Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 1994, já que gozava de boa popularidade em função do trabalho de estabilização da moeda e assim que assumiu a presidência, em janeiro de 1995, iniciou a terceira etapa.

O sucesso do plano real foi imediato. Em 1993 o IPCA havia registrado alta de 2477,15%, já em 1995 o IPCA apresentou um valor de 22,41% e este valor foi caindo até chegar ao recorde de 1,66% em 1998 (Dados IBGE). O fantasma da Hiper Inflação finalmente seria derrotado. Tanto que FHC com índices de popularidade significativa seria reeleito já no primeiro turno com 53,06% dos votos, contra 31,71% do seu adversário, Luiz Inácio. Este só conseguiu derrotar FHC nos estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Após a estabilização econômica e controle da inflação, FHC iniciou uma nova etapa, que seria a reforma do estado, promovida em seus dois mandatos e que faria um controle rigoroso das contas públicas e dos gastos com o funcionalismo. 
Fernando Henrique conseguiu a aprovação de várias emendas que facilitaram a entrada de empresas estrangeiras no brasil, com o intuito de acirrar a concorrência interna e diminuir preços. Foi muito criticado pela oposição e por alguns empresários que estavam renegociando suas dividas, uma vez que a abertura agravou a crise em alguns setores, pouco produtivos, em função da chegada de empresas mais sólidas e competitivas. 
O setor mais beneficiado com essa abertura foi o das telecomunicações, fazendo por exemplo, o valor de aquisição de uma linha fixa de telefone, que antes custava R$ 8.994,66, cair ao patamar de R$ 250,00 e gradativamente este valor chegaria a custo zero nos anos seguintes.

Naquele momento a vida havia se tornado melhor para a classe trabalhadora que com a estabilidade e controle da inflação, podia planejar melhor seus investimentos e controlar suas despesas sem surpresas. Claro que muitas questões ainda precisavam ser levantadas e corrigidas e irei detalhar melhor essas questões nas partes 2 e 3. 

Acompanhem..

Um abraço.




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

A Família - Dedicado a tia Neide


Por onde começar? Porque escrever sobre isso? Na verdade não sei.
Hoje uma tormenta passou, sem que nos dessemos conta do tamanho do estrago que ela causaria, mesmo quase que preparados para recebe-la, nunca imaginávamos que a ferida seria tão grande.

Dia 05 de outubro de 2012. Um dia que mesmo que tentássemos explicar, levaríamos horas procurando as palavras certas para definir o que foi a vida de Neide Donato de Oliveira ou simplesmente tia Neide.
Resumindo é mais ou menos assim: Uma capixaba que foi cedo viver na cidade do Rio de Janeiro, casou-se e criou vários filhos. Digo vários, porque além dos seus quatro (3 homens e 1 mulher), ajudou ainda a criar/educar mais alguns. Fez isso com maestria e muita paciência e olha que tinha horas que eu não consigo compreender como ela conseguia. Mas estava lá, alegre, simples, direta, sorridente e muito carinhosa.

Eu era pequeno, e meus pais sempre me contam essa história. Foi um dia em que eu estava mal, com 41º de febre, nos meus 1 ano e 4 meses de vida e ela com sua sabedoria e principalmente iniciativa, me pegou no colo e me levou pro hospital, onde, segundo os médicos, eu não teria mais que algumas horas, pois tinha uma pneumonia aguda. Foi Deus quem a colocou ali naquele momento e eu serei eternamente grato por isso.

Passaram anos e ela continuava presente na vida de todos nós, eu, minha irmã e minha mãe. Eramos apenas nós três e passávamos momentos difíceis, pois nossa receita vinha apenas dos trabalhos que minha mãe desenvolvia (com sua mão de obra simples, pois havia concluído apenas o ensino fundamental, numa época de inflação astronômica) e do dinheiro, que vez ou outra, meu pai mandava, já que também tentava uma vida nova em são paulo e que não estava nada fácil. Foram épocas para se esquecer. Minha mãe era a guerreira da vez, acompanhada e incentivada por dona Neide e seu companheiro Tio Miguel. 

Fomos crescendo, e em quase todos os momentos da minha infância e juventude minha tia estava presente. Me lembro de muitos momentos marcantes. Das idas ao sítio que eles tinham, no município de Silva Jardim, no estado do Rio de Janeiro, até as tardes divertidas jogando vispora, seu passatempo favorito. Fritava seus maravilhosos pastéis de carne e passávamos horas e horas entretidos com esse jogo, que era uma mistura de bingo, com apostas de fichas de ônibus (sim, os ônibus da época davam fichas para depositar nas catracas), num tabuleiro com marcações do tipo "coladinho", "terno embaixo", "ponta" entre outros. Era fantástico!

Numa infância com recursos financeiros limitados, nada era mais importante, que esses momentos em família e confesso honestamente, que não trocaria por nada nesse mundo aqueles momentos.
Quando se tem amor e união, tudo pode ser superado. 
Deus nos presenteou com essa mulher que desde que me conheço por gente, nunca mediu esforços para ajudar quem quer que fosse, parente ou vizinho, conhecido ou desconhecido, ela fazia por vocação. Hoje é tão difícil encontrar pessoas que ajudem os seus, ainda mais aqueles considerados estranhos. 

Dona Neide, certamente a senhora deixará saudades, mas conseguiu deixar também um legado que dificilmente será esquecido; o do amor, da amizade, do carinho com os outros e principalmente da gratidão.  Ensinou o que significa ser FAMÍLIA de verdade. Obrigado por fazer da nossa vida algo melhor, mas obrigado mesmo por ter nos dado a honra de passar preciosos momentos ao seu lado. Siga em paz e esteja com Deus!







sábado, 1 de setembro de 2012

Os vovôs estão de volta

Quem não se lembra dos filmes explosivos e ideológicos dos anos 80, protagonizados pelos astros Silvestre Stallone (66) e Arnaud Schwarzenegger (65)?
E o que dizer de Dolph Lundgren (55), Mickey Rouke (60) e Bruce Willis (57)?
Pois agora os "vovôs" estão de volta para incendiar, explodir e danificar as telas dos cinemas nacionais. Desta vez com um elenco maior ainda, com um senhor diferencial, a experiência dos atores.
O filme contará com a participação de grandes nomes como o ator belga Jean-Claude Van Damme (52) e do campeão de fuzilamentos em filmes de guerra, Chuck Noris (72). 

 

Se o filme inicial faturou US$ 274 milhões com um time de veteranos que incluía Dolph Lundgren, Jet Li e Mickey Rourke, a sequência traz Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis em papéis expressivos e marca a entrada de Chuck Norris e Jean-Claude Van Damme no grupo.

Esses astros de filmes de ação sofrem de uma limitação óbvia: a idade. Aos 66 anos, o ator Sylvester Stallone, que se consagrou nesse gênero em títulos como "Rambo", decidiu fazer do obstáculo o principal atrativo. Atuando como lider de uma milícia particular, ele usa justamente a experiência para alcançar os objetivos. Deu certo na aventura de estreia e está acontecendo o mesmo com "Mercenários 2", filme que liderou a bilheteria americana e já faturou US$ 42 milhões somente nos estados unidos.

Sem duvida a experiência e a história que esses astros construiram durante décadas no cinema americano é que faz dessa sequência um sucesso de bilheteria. Eu particularmente, no passado, torci muito para que Stallone e Schwarzenegger se enfrentassem nos filmes. Hoje, ao ver os dois, trabalhando lado a lado, mostra o quanto o cinema pode ser fascinante, principalmente para os fãs que acompanharam a trajetória deles. 

Outro ponto importante, é o resgate do limbo das drogas e do esquecimento, do ator Van Damme. Ele ganhou participação de destaque como vilão, o que abre horizontes para a sua carreira combalida. A turma de idade avançada e corpo sarado luta contra um perigoso inimigo que roubou plutônio russo e ameaça o planeta, papel reservado a Van Damme

Se o filme vai agradar as multidões, isso é uma tarefa dificil de afirmar, mas o certo é que nenhum deles é tão bom, quanto todos eles juntos!! Vamos conferir!



quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um Gigante Adormecido

Desabafo de um torcedor Rubro Negro..

Como muitos rubro-negros, estou irritado com a situação atual do Flamengo. E mesmo acreditando no trabalho do Zinho, não consigo enxergar possibilidade efetiva de mudanças a curto e médio prazo para os problemas de futebol da Gávea. Graças a Deus há pelo menos 4 times piores que o Flamengo neste campeonato brasileiro e assim, em tese, o risco de rebaixamento inédito não me assusta. Entendo que o clube deveria verdadeiramente começar o planejamento para 2013 e assumir publicamente que o grande objetivo este ano é enxugar a inacreditável folha salarial do futebol e preparar a base de um novo time para as próximas temporadas. Qualquer coisa diferente disso, será perda de tempo, nocivo à Instituição e meramente político.

É impressionante como o Flamengo não consegue se reerguer. Até o Corinthians hoje em dia colhe frutos de uma administração que soube explorar o potencial de sua torcida, com inteligência nas ações de marketing (embora tenha contado com valiosa contribuição do Poder Público na questão do estádio e pela aliança inoportuna de seu ex-presidente com a CBF). Há outros exemplos recentes de sucesso em gestão empresarial no futebol brasileiro que poderiam servir como parâmetro ou diretriz para o Flamengo. Mas não. Os mesmos caciques que há quase 30 anos dominam o cenário político do clube se alternam no poder e neste momento se colocam como "pilares da excelência de administração" ou "salvação" para o clube. É desanimador o cenário. E o pior: qualquer mudança neste panorama passa necessariamente por uma reforma do estatuto do clube, o que convenhamos, será muito difícil diante do baixíssimo número de sócios e interessados.

A solução poderia vir da torcida. E sendo um clube de massa, o Flamengo possui uma torcida gigantesca, mas que em sua grande maioria parece não entender o que se passa no clube. É irritante ver e ouvir torcedores durante as partidas gritando e clamando por raça ou idolatrando jogadores que sequer possuem a mínima condição de vestir a camisa do clube. E quando a maior parte da torcida é cega, surda e muda, as esperanças ficam ainda mais reduzidas. O problema é muito maior.

Neste cenário atual há enigmas que precisam ser desvendados. Perguntas que merecem respostas. Vou listar algumas abaixo:

1. A saída do Ibson em 2009 foi um dos fatores para a conquista do hexa. "Perdemos" sua criatividade para a entrada do Pet, no "auge" de seus 37 anos para comandar o meio-campo do time até a conquista. Veja, o Ibson foi reserva na maior parte do tempo em TODOS os clubes que jogou. E sempre atuou em sua posição de origem. Mas, no Flamengo, carrega status de "ídolo", ganha um salário altíssimo e é insubstituível, homem de confiança do Joel. Jogando como terceiro ou quarto homem de meio-campo, prendendo em demasia a bola, errando passes, proporcionando contra-ataques, reclamando de companheiros e da arbitragem o tempo todo. Nenhum diretor ou vice-presidente de futebol enxerga isso?

2. Rendendo abaixo da crítica desde 2009 (vide episódio diante do Náutico no Maracanã), o Leo Moura ainda assim ostenta o status de titular absoluto, melhor lateral do Brasil e é reverenciado pela mídia especializada e pela torcida. Quer renovar por 3 anos (tem 34) ganhando 500 mil reais por mês, sendo que já declarou que quer jogar no meio-campo. Para que renovar então se o cara não será mais lateral? E o risco trabalhista em caso de rescisão do contrato? Você acha que realmente há mercado nacional interessado em pagar 500 mil reais por mês a ele (relembre casos de Toró e o lateral Juan)? Dêem uma placa a ele pelo tempo de clube, pelo bom futebol apresentado até 2008, mas daí a renovar com ele no final do ano é uma temeridade. Há tempos o Leo Moura não apóia, não marca, não faz nada em campo. A maioria dos gols ou das jogadas dos adversários surgem na avenida que ele deixa quando...não apóia ao ataque. Está sempre se escondendo do jogo, atrás da linha da bola e de vez em quando surge no meio-campo, abandonando a lateral.

3. Alguém precisa calar o Joel. Adora se vangloriar de 30 anos de carreira. Mas te pergunto: você lembra 4 ou 5 bons trabalhos do Joel nesse período? E de trabalhos ruins? Perceba, tratamos a exceção como regra. E o clube banca um salário altíssimo para um sujeito que parou no tempo (aliás, não é "privilégio" do Flamengo, temos técnicos ruins que fazem rodízio nos principais clubes brasileiros sem nada a acrescentar do ponto de vista tático ou técnico). E como ele, fizemos o mesmo com Silas, Rogério Lourenço, Caio Junior...

4. Renato Abreu. Teve uma boa fase no Flamengo. Mas, hoje em dia engessa o meio-campo. Não tem função. Aliás, tem. Cobrador de faltas. Porque fora isso, não apóia, não marca, não faz nada. Chamá-lo de ídolo é uma ofensa aos ídolos do passado. Antes do problema cardíaco, o Renato já não corria em campo. Agora então complicou. Está vivendo de 3 ou 4 gols que fez no ano. Não recebe uma bola durante a partida sem antes fazer um giro de 360º e olhar para traz. Como rubro-negro que diz ser, deveria ser o primeiro a pedir para sair. Que o clube lhe dê alguma placa comemorativa, o convide para ser embaixador e tal, mas jogador não dá mais.

5. Botinelli. Queria saber o nome do responsável no clube por contratar jogadores sulamericanos. Peralta, Fierro, Max Bianchucci. É normal errar tantas vezes? É o único argentino sem raça/vontade que conheço.

6. Nos últimos tempos apostamos em Souza, Obina, Dimba, Dill, Josiel, Negreiros, Vanderlei, Jael, Denis Marques. Juntos não fizeram 100 gols em 1000 partidas pelo Flamengo. Agora a bola da vez é o tal do Hernani. Fraco tecnicamente. É um poste. Fará 5 ou 6 gols e depois irá para o Oriente Médio ou algum clube do Nordeste, sem deixar saudades. Não temos um atacante nas categorias de base? Nossos treinadores da base não poderiam treinar ou investir na formação de um jogador de área? Cadê o planejamento e a integração com os profissionais? Junte o salário e as luvas pagas a esses caras e já teríamos construído o CT ou então pago boa parte das dívidas com o Pet, Romário...

Mas, saberemos que não será assim que as coisas funcionarão. Infelizmente. Conheço uns 10 rubro-negros que promoveriam mudanças no clube. Que seriam ótimos administradores, dirigentes de futebol, treinadores, advogados, gente para área de finanças e marketing. Todos sem interesses obscuros ou querendo enriquecer às custas do clube. Como esse grupo, existem outros rubro-negros capazes, íntegros e que podem ajudar. Precisamos trazer essas pessoas para o clube. Conseguiremos um dia?

E como a velha política do "pão e circo", é capaz do clube anunciar o Riquelme, a imprensa fazer festa e a torcida (eu não!) se enganar e acreditar que está tudo bem, que seremos campeões e que os problemas acabaram. O clube pode contratar quem quiser ou puder, vencer 3 ou 4 partidas, mas isso não mudará ou acabará com os problemas do clube. A conquista do brasileiro em 2009 é a prova irrefutável disso tudo que falei até aqui. Aliás, contratar o Riquelme, trazer o Adriano, é ter a certeza de que teremos um quarteto de ex-jogadores em atividade em campo: Leo Moura, Renato Abreu, Riquelme e Adriano. Tudo isso a um custo superior a 1,5 milhão de reais por mês (18 milhões/ano + encargos trabalhistas e fiscais). É mole? Investimento alto sem retorno algum em campo com vitórias, bom futebol e resultados. Algo corriqueiro às gestões do Flamengo (vide também os salários pagos a jogadores como Willians, Kleberson, Rodrigo Alvim, David Braz, Galhardo, Gustavo, Junio Cesar, R10, Angelim e outros).

Por fim, enquanto a torcida arco-íris ecoa sobre a tal "Fla-Press", eu fico indignado com os jornalistas e comentaristas esportivos. Há uma preocupação muito maior em publicar reportagens e notícias sensacionalistas do que realmente discutir ou forçar a reflexão sobre os problemas do clube e do time. Se houvesse uma imprensa tendenciosa, seria esta burra e que presta um desfavor ao Clube de Regatas do Flamengo. Se a preocupação for vender jornal ou espaço na mídia, independentemente do teor da publicação, ok, mas que se admita isso. A própria imprensa tem sua parcela de culpa. Poderia ser muito mais do que realmente é. E os comentaristas esportivos ao tecerem comentários sobre determinados jogadores (exemplo: Ibson e Leo Moura), deveriam ao menos assistir as partidas do Flamengo, porque para falar o que falam, devem fazer de tudo, menos assistir aos jogos do time.


"Estão acabando com o Flamengo e com o amor que torcedores de bem (e de verdade) sentem por ele".